Atendimento:
(28) 3528-1155 / (28) 99946-9636

Máscaras caseiras viram solução diante da pandemia

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou o uso de máscaras caseiras como uma estratégia abrangente para combater o novo coronavírus. Multiplicam-se as ofertas do produto tanto por quem precisa de uma nova renda para manter a família como também por voluntários que querem ajudar a combater a pandemia. O uso das máscaras deve ser combinado como o distanciamento social, a etiqueta respiratória e a higienização das mãos. O diretor-executivo de emergências da organização, Mike Ryan, ressaltou que “usar algo para cobrir a boca e no nariz para prevenir tosses ou espirros não é uma má ideia”.

A OMS destacou ainda que as máscaras caseiras não são a solução ideal, mas devem ser consideradas no contexto de uma estratégia abrangente de controle da doença. Em Nota Informativa, o Ministério da Saúde destacou que “a utilização de máscaras caseiras impede a disseminação de gotículas expelidas do nariz ou da boca do usuário no ambiente, garantindo uma barreira física que vem auxiliando na mudança de comportamento da população e diminuição de casos”.

Renda extra em plena crise

A artesã Jaqueline Barbalho Gomes trabalhava com lembrancinhas em feltro e viu na confecção de máscaras de tecido uma oportunidade de negócio. “Comecei a ficar desesperada quando os clientes começaram a cancelar os pedidos porque as festas foram proibidas então tive a ideia de confeccionar máscaras”, conta. 

Quando Jaqueline começou a confecção de máscaras, ainda não havia a recomendação de uso pelas autoridades. Até então diziam que era apenas para doentes ou profissionais de saúde. “Quando coloquei no Facebook recebi muitas críticas até me chamaram de aproveitadora”, lamenta a artesã, porém, agora, o negócio engrenou de forma que até o marido aposentado está ajudando. “Ele embala, esteriliza e ajuda a entregar”, conta.

A produção de Jaqueline já passou de mil unidades e tem mais 300 para entregar até o final de semana. Ela vende os pacotes com três mascaras por R$25 ou uma peça por R$10. 

Já a servidora pública Ana Cristina Passos começou a costurar máscaras para seus pais idosos. Ao publicar a foto em sua rede social passou a receber diversos pedidos de encomendas e, além de dar conta das demandas do trabalho em Home Office, está virando noites para dar conta dos pedidos. “Fui dormir às 4h e acordei às 7h da manhã para entregar 160. A produção está intensa, e precisamos tomar os cuidados para deixar tudo esterilizado com álcool, mesa, mãos, tesoura. Eu ainda passo a ferro e embalo em saco esterilizado”, explica.

A renda extra que Ana Cristina está colhendo já tem destinação: ajudar no tratamento de seu neto que tem autismo. “As terapias dele são muito caras e não podemos parar. Só com fonoaudiologia, gastamos quase R$3mil”, conta. 

Solidariedade em cena

As expectativas de que o número de contaminação pode subir ao ponto do sistema de saúde não dar conta, tem mobilizado muitos segmentos da sociedade para o trabalho voluntário. O apelo ao uso de máscaras pela comunidade impulsionou várias redes de solidariedade.  No bairro Vila Prudêncio, em Cariacica, 10 voluntários, dentre eles quatro costureiras, uniram-se para fazer o bem. 

Uma das voluntárias é a dona de casa Luciane Lopes Viana. Ela conta que duas amigas tinham máquinas de costura que estavam paradas, mas não tinha como comprar material por causa do fechamento das lojas. Ela começou a fazer contatos e pedir doação. “Precisávamos de elástico, linha e tecido. Os vizinhos ajudaram e passamos da meta de 500 máscaras”, explica.

Inicialmente as máscaras eram destinadas a idosos e grupos de risco do bairro, mas agora também estão sendo doadas para pessoas mais carentes de outros municípios, para hospitais e estudantes de medicina. “Queremos fazer mais, porém precisamos de mais doações. Só temos matéria prima para mais 80 unidades”, conclama.

“Fico muito emocionada em saber que tanta gente precisa de ajuda e nós estamos fazendo uma pequena parte. Encontramos pessoas com espírito solidário como o nosso que nos permitiram ajudar. Eu estava angustiada com medo de que meus dois filhos asmáticos contraíssem a infecção. Hoje o sentimento de gratidão ocupa o lugar do medo. Estou muito feliz”, conclui.

Recomendações

Para que a máscara seja eficiente como uma barreira física, o Ministério da Saúde publicou uma nota com algumas especificações e orientações sobre como fazer uma com os materiais que a população tem em casa. Veja alguns pontos da mensagem.

Sugere-se que a população possa produzir as suas próprias máscaras caseiras, utilizando tecidos que podem assegurar uma boa efetividade se forem bem desenhadas e higienizadas corretamente. Os tecidos recomendados para utilização como máscara são, em ordem decrescente de capacidade de filtragem de partículas virais: 

  • Tecido de saco de aspirador
  • Cotton (composto de poliéster 55% e algodão 45%) 
  • Tecido de algodão (como camisetas 100% algodão) 
  • Fronhas de tecido antimicrobiano. O importante é que a máscara seja feita nas medidas corretas cobrindo totalmente a boca e nariz e que esteja bem ajustada ao rosto, sem deixar espaços nas laterais. Dado que, quanto maior a aglomeração de pessoas, maior a probabilidade de circulação do vírus, o uso das máscaras caseiras faz especial sentido quando houver necessidade de deslocamento ou permanência para um espaço onde há maior circulação de pessoas. 

Pessoas com quadro de síndrome gripal que estiver em isolamento domiciliar, devem continuar usando, preferencialmente, máscara cirúrgica. O mesmo vale para o cuidador mais próximo dessa pessoa, quando estiver no mesmo ambiente da casa. 

Como fazer uma máscara caseira: Existem diferentes formas para confeccionar as máscaras caseiras, podendo utilizar materiais encontrados no dia-a-dia, como camisetas ou outras roupas em bom estado de conservação, até tecidos específicos confeccionadas com máquinas de costuras e elásticos. 

Algumas orientações de como confeccionar as máscaras caseiras estão sendo compartilhadas em diversos canais de comunicação, como cortar camisetas deixando em camada dupla e formas que possibilitem a fixação ao rosto, ou recortes de tecidos com metragem de 21 e 34 cm e com utilização de elásticos. 

Modelo com uma camiseta usada: 

  1. Corte a camiseta e espessura dupla usando como base as marcações indicadas na figura; 
  2. Faça um ponto de segurança na parte inferior (para segurar ambas as toalha);
  3. Insira um papel entre as camadas; 
  4. Amarre a alça superior ao redor do pescoço, passando por cima das orelhas;
  5. Amarre a alça inferior na direção do topo da cabeça; 


Modelo 2, usando costura e elástico:

  1. Separe o tecido que tenha disponível (tecido de algodão, tricoline, cotton, TNT, outros têxteis).
  2. Faça um molde em papel de forma no qual o tamanho da máscara permita cobrir a boca e nariz, 21 cm altura e 34 cm largura
  3. Faça a máscara usando duplo tecido
  4. Prenda e costure na extremidade da máscara um elástico, ou amarras. 


As medidas de utilização e higienização das máscaras caseiras fazem a diferença para a eficiência da iniciativa. Desta forma, os seguintes cuidados devem ser utilizados:

  • O uso da máscara caseira é individual, não devendo ser compartilhada entre familiares, amigos e outros. 
  • Coloque a máscara com cuidado para cobrir a boca e nariz e amarre com segurança para minimizar os espaços entre o rosto e a máscara. 
  • Enquanto estiver utilizando a máscara, evite tocá-la na rua, não fique ajustando a máscara na rua. 
  • Ao chegar em casa, lave as mãos com água e sabão, secando-as bem, antes de retirar a máscara.
  • Remova a máscara pegando pelo laço ou nó da parte traseira, evitando de tocar na parte da frente.

Informações à imprensa:
Assessoria de Comunicação
(28) 3528-1155
(28) 99946-9636
comunicacao@cmva.es.gov.br

Data de Publicação: quinta-feira, 23 de abril de 2020

ACOMPANHE A CÂMARA

Rua Nelson Lírio, n° 77 - Centro
Vargem Alta/ES - CEP: 29295-000

Telefone: (28) 3528-1155 / (28) 3528-1817 / (28) 3528-1251
Celular: (28) 99946-9636
E-mail: administracao@cmva.es.gov.br

Horário de funcionamento:
Segunda a sexta-feira, das 07h00 às 18h00

Dia e Horário das Sessões Plenárias:
Todas as segundas-feiras às 18h00 no Plenário da Câmara